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Olá Doçuras!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Uma máquina de estragar relacionamento


Mais uma vez eu estraguei um relacionamento que tinha tudo pra dar certo.Sou uma máquina de estragar relacionamentos. Isso tudo eu pensei enquanto olhava um casal no banco da praça, onde eu costumava sentar também. E o casal brigava, briga feia, escândalo mesmo, ele puxando ela pelo braço fazendo ela levantar do banco, a namorada fazia cara feia e colocava todo o peso do corpo pra não sair, ele perguntava pra ela ' vai ficar ai sozinha?'  Quando passei por perto, eles ficaram meio constrangidos com a situação, eu quase que encorajei. ' vamos continuem, não precisa acanhação, bem vindos ao clube ' mais preferi fazer de conta que não percebi nada e continuei meu rumo ate o próximo banco. Mas não nego que de vez em quando olhava pro casal, e me sentia feliz por não ser a única a achar aquela noite horrível. Continuei la sentada no banco, olhando pacientemente pro relógio do celular. Chegou um motoqueiro, sentou ao meu lado e passou horas esperando uma ligação que não acontecia nunca, a bruxa estava solta, e eu dependendo dessa bruxa pra decidir o meu futuro. Torcia para que ela pelo menos estivesse meio bêbada, solta mais muito bêbada. Sozinho, o motoqueiro foi embora. Apareceu uma amiga, falamos algumas bobagens, ela reclamou do meu perfume, e foi embora. Apareceu até uma menininha, parou bem na minha frente enquanto eu enxugava uma lágrima, e sorriu pra mim, sorria muito,sorria direeeeeto, eu não me contive e sorri também, pela primeira vez no dia um sorriso com vontade, a mãe a chamava mais ela parecia pouco se importar, quanto mais eu sorria mais ela sorria de volta, uma verdadeira gracinha, até desejei que ele estivesse ali comigo pra  ficarmos olhando juntos e pensando em como seria 'o nosso'  sempre costumávamos fazer isso. E a bebe também foi embora. Voltei a olhar pro casal, que agora se abraçava e conversava baixinho, de um jeito que a gente mesmo que não escute, entende que era conversa de amor.  Aquele banco de praça tem disso mesmo, eu e ele sabemos o quanto. Se eles brigaram daquele jeito e logo fizeram as pazes, por que que comigo tinha que ser diferente, tive esperança que talvez não fosse o fim ainda. Mas eu tinha estragado o que era tão perfeito. Fiquei feliz por eles, e triste por mim, pena que não era eu. Pensei por tanto tempo que nem vi quando eles foram embora. Então um casal de idosos, passou por mim de mãos dadas, que linda cena, desejei ter um amor assim, mais como é possível se eu estraguei tudo... Olho pro relógio e é bem na hora que ele sempre chega pra me ver, decido esperar dez minutos ate ligar pra ele e perguntar se ele vem. Passam quinze , ele não apareceu e não ligou, então eu ligo. Desligou o celular,  não acredito que ele desligou o celular. Minha vontade nessa hora era chorar bem alto, um choro dolorido, um choro guardado, um choro segurado a muito tempo, que vez ou outra só deixava cair algumas lágrimas pra não transbordar. Em vez disso tento manter a calma. Lembro que eu tenho dinheiro no bolso e na pior das hipóteses eu ainda posso ir na casa dele e implorar pra ele me escutar. Vou em um banheiro público, e choro, choro mais sem conseguir chorar. Encontro um amigo que conheci esse ano,  peço pra  ir comigo ate a casa dele,sozinha eu não consigo, ele vai. No caminho eu choro o que não consegui chorar o dia todo, o choro que não consegui chorar no banheiro, choro no ombro do motorista, que faz aquela cara que todos os homens fazem quando vem uma mulher chorando e não sabem o que fazer, então choro AGARRADA ao meu amigo que fica me segurando pra eu não cair, ou sei la o que. Os vizinhos dele olham pra mim, mais pouco me importa, nessa hora o meu amor propio já tinha ido embora a tanto tempo, e no meu peito agora só tinha lugar pro amor dele. Ele não estava em casa, ele estava por ai, com o telefone desligado, com raiva de mim, e sem me ligar. E eu tava ali no meio do nada,  sem saber como voltar pra casa.  Tento ligar de novo mas dessa vez ele atende, quase que instantaneamente paro de chorar, quando ele diz ' Oi '. Pergunto onde ele está, ele diz que esta na minha casa, e eu estou na casa dele. Doce desencontro. Volto a chorar compulsivamente, e até soluço algumas vezes. Ele me pede pra ter calma. Todos me pedem isso e é o que eu menos faço. Enfim eu consigo um meio de chegar até ele e dentro de 30 minutos nos estávamos frente a frente,  eu ainda chorando; a conversa não ia ser nada fácil. E eu ainda queria loucamente que a bruxa estivesse solta em um bar, bêbada e bem feliz. A conversa realmente não foi fácil, igual esperar o resultado do vestibular, uma aflição sem tamanho a cada palavra que ele demorava a pronunciar. Quando ele me deu finalmente a palavra, falei: ' Fui ate sua casa, o motorista me viu chorar,  meu amigo me viu chorar, seus vizinhos me viram chorar, eu não sabia como voltar pra casa, e não tenho mais o dinheiro do seu presente dos dia dos namorados porque usei para pagar a conta. Nunca corri tanto atrás de alguém assim, nunca me esforcei tanto por alguém assim, não quero ficar sem você, e nem sei ficar sem você, eu poderia muito bem ter te deixado ir se era realmente isso que você queria fazer, mais eu to aqui te pedindo pra ficar comigo. Eu sempre fui uma máquina de estragar relacionamento, mais você me tornou melhor, por favor não me abandona no meio do caminho, me ajuda a virar uma maquina de consertar relacionamentos. Não sei se foi por minha sorte ou por ajuda da bruxa, mas ele ficou.

sábado, 2 de abril de 2011

De vez enquanto você me doi

http://3.bp.blogspot.com/_r_rpBTp9BEk/SIrBPwZn7OI/AAAAAAAAABg/lQQt5iaY90w/s1600/amor+e+odio.jpg 



De vez enquanto você me doi, me doi muito é quase como criar rosas envenenadas no propio quarto, lindo e perigoso. Como poderia eu amar o meu assassino; tão estúpida que sou, não sei nem ao menos escolher minhas companhias. E eu espero que você saiba, saiba muito bem o quanto me doi, o quanto me causa mal, o quanto me deprime esse seu jeito de me amar, esse seu jeito torto de escrever a palavra amor. É exatamente isso! Você escreve a palavra amor em meu coração com uma faca, não com uma pena. Você me rasga inteira por dentro enquanto crava no meu peito o seu amor. Veja e olhe se te alegra. Se não te agrada o que eu falo eu me calo, eu me consumo, eu guardo, até um dia e quem sabe o dia. As rosas envenenadas do meu quarto exalam o perfume envenenado que eu respiro todo dia, e todo dia eu me enveneno um pouco, todo dia eu morro um pouco. Rosas que são comparadas a ti. Sempre amamos com mais intensidade aquilo que nos faz mal.