Procure o seu conforto

Olá Doçuras!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

êeeeeeee!! O blog fez 3 anos, gente nem vi o tempo passar!! Passou muito rápido. Esse lugar é meu xodó, sempre gostei de escrever em agendas, tenhos umas 3 em casa, cheias de textos, musicas e fotos, então não me surpreende que esse blog tenha chegado aos 3 anos com tanto sucesso!! Fiz tudo com muito amor e carinho sempre e  mais uma vez obrigada a todos que seguem.

"O tempo rodou num instante, nas voltas do meu coração. Se pisam no meu calo, não me calo, eu tenho que falar. " Chico Buarque



sábado, 11 de janeiro de 2014

Eu peço um cigarro e ela me atira o maço na cara como quem joga um tijolo, ando angustiada demais, meu amigo, palavrinha antiga essa, a velha angst, saco, mas ando, ando, mais de duas décadas de convívio
cotidiano, tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, ah não
me venha com essas histórias de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, eu nunca tive porra de
ideal nenhum, eu só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista elitista
capitalista, eu só queria era ser feliz, cara, gorda, burra, alienada e completamente feliz. Podia
ter dado certo entre a gente, ou não, eu nem sei o que é dar certo... Caio F. Abreu

Sugestões para atravessar agosto - video

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

“Eu tenho amigo por toda parte. Na praia, no cinema, teatro, favela. Amigo jornalista, garçom, vagabundo...
Meu negócio não é somar. É multiplicar, sozinho eu não dou conta. Eu ando em bando. Camuflado, descarado, fazendo festa. Sinto-me em casa, no meio da rua, na madrugada, na multidão.
Eu sou da tribo do abraço.” ― Cazuza

Nexo




Olhando daqui, percebo que pessoas e circunstâncias tiveram um propósito maior na minha vida do que muitas vezes, no momento de cada uma, eu soube, pude, aceitei, ler. Parece-me, agora, que cada uma, no seu próprio tempo, do seu próprio modo, veio somar para que eu chegasse até aqui, embora algumas vezes, no calor da emoção da vez, eu tenha me rendido à enganosa impressão de que veio subtrair. A vida tem uma sabedoria que nem sempre alcanço, mas que eu tenho aprendido a respeitar, cada vez com mais fé e liberdade.

O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura. A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois de cada longa noite escura. De duvidar até acreditar com o coração isento das crenças alheias. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver. A gente precisa mesmo é aprender a ser feliz a partir do único lugar onde a felicidade pode começar, florir, esparramar seus ramos, compartilhar seus frutos.


Tudo o que eu vivi me trouxe até aqui e sou grata a tudo, invariavelmente. Curvo meu coração em reverência a todos os mestres, espalhados pelos meus caminhos todos, vestidos de tantos jeitos, algumas vezes disfarçados de dor.


Eu mudei muito nos últimos anos, mais até do que já consigo notar, mas ainda não passei a acreditar em acaso.

Ana Jácomo